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CAU/RS apresenta denúncia sobre a desqualificação do Ensino de Arquitetura e Urbanismo no RS

Coletiva de imprensa realizada na sede do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul | Foto: CAU/RS

Em uma iniciativa inédita nesta manhã, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul (CAU/RS), junto com o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB RS), realizou uma coletiva de imprensa para informar a entrega de um dossiê ao Ministério Público Federal, o qual denuncia a desqualificação do ensino de arquitetura e urbanismo no Rio Grande do Sul. Estavam presentes na coletiva o Presidente do Conselho, Tiago Holzmann da Silva, junto com o Conselheiro do CAU/RS, Claudio Fisher, e o Presidente do IAB RS, Rafael Passos.

Foram mostrados dados que evidenciam diversas irregularidades de algumas Instituições de Ensino, como a exclusão de 350 horas da carga horária (mínima exigida pelo Ministério da Educação), além da demissão de 1.216 professores do ensino superior em 2017, entre outras informações. Tanto o CAU/RS, quanto o IAB RS criticaram as práticas de algumas Instituições de Ensino de Arquitetura e Urbanismo do Estado, que parecem afrontar a garantia fundamental do padrão de qualidade do ensino prevista no art. 206, inciso VII da Constituição Federal, bem como parecem afrontar o direito fundamental social à educação consagrado no artigo 6º da Constituição Federal de 1988.

“Compete ao Conselho zelar pela dignidade, independência e valorização da Arquitetura e do Urbanismo; sendo expressa a Lei 12.378/2010 ao impor o dever-poder do CAU em promover o aperfeiçoamento da cultura e das instituições de Arquitetura e Urbanismo”, destacou Tiago Holzmann da Silva. Ainda, o presidente do CAU/RS afirmou que “é dever do CAU proteger a população dos maus profissionais. A qualidade do ensino afeta diretamente a qualidade do exercício profissional prejudicando toda a sociedade”.

Para Rafael Passos, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB RS), é preocupante o avanço das empresas multinacionais na educação superior e o alastramento do Ensino à Distância (EAD). “No último ano foram autorizados cursos 100% à distância na área de Arquitetura e Urbanismo, que não pode abrir mão da modalidade presencial e das disciplinas teórico-práticas de Projeto. Além disso, o debate em sala de aula é essencial para a formação do senso crítico, aspecto fundamental da formação de qualquer profissional”, criticou Passos.

Cláudio Fischer, Conselheiro do CAU/RS e coordenador da Comissão de Ensino e Formação destaca que a rentabilização é elogiável quando tem o objetivo de fomentar pesquisas acadêmicas, trazer melhorias no ensino e contratar professores com larga expertise. “Assim, a permissionária da concessão de ensino estará cumprindo seu papel social delegado. Ao contrário, se for apenas lucro financeiro, seu objeto social está desviado do objetivo pelo qual a concessão lhe foi fornecida pelo MEC”, explica.

Confira abaixo a coletiva completa:

Começando agora coletiva de imprensa onde o CAU/RS apresentará denúncia sobre a desqualificação do Ensino de Arquitetura e Urbanismo no RS.Acompanhe.

Publicado por Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul – CAU/RS em Quarta-feira, 7 de março de 2018

 

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9 Responses to CAU/RS apresenta denúncia sobre a desqualificação do Ensino de Arquitetura e Urbanismo no RS

  1. Arq. Adroaldo P. Soares

    Considero louvável a defesa do ensino de qualidade nas escolas de arquitetura e urbanismo por parte do CAU/RS, porém, enquanto profissional da área recém formado, sinto-me lesado, comercialmente falando, pela forma como vem sendo feita a divulgação desta campanha, sem que se de nome aos “Bois”, pois desta forma (Colocando todos os recém formandos num mesmo saco) fica parecendo, ao cidadão leigo no assunto, que todo o profissional recém formado é desqualificado e desprovido de conhecimento teórico gerando, em mim pelo menos, a desconfiança quanto a nobre intenção dos defensores da causa, se seria realmente de manter a qualidade no ensino superior ou se essa campanha não se trata de uma manobra política por parte de um grupo de profissionais privilegiados da área para desqualificar os mais jovens e assim gerar uma reserva de mercado.
    Torço para estar errado quanto a segunda hipótese e para que nos próximos dias haja uma ampla divulgação dos fatos que geraram tal motivação separando o “Joio do trigo” e deixando claro para a sociedade em geral que não é a faixa etária do arquiteto que irá defini-lo como bom ou mal profissional e sim a qualidade dos serviços prestados por ele.

    Att.

    Arq. Adroaldo P. Soares

  2. Marilaine Wolff Dick

    Parabéns!!!! esta atitude precisava ser tomada!! absurdo a desqualificação da nossa classe que é de suma importância para o cotidiano.

  3. Parabéns à iniciativa!
    EAD em Arquitetura é, no mínimo, enganação, estelionato.
    Desrespeito aos alunos e à sociedade.

  4. Ricardo Werner dos Reis

    Parabéns pela atitude e coerência plena na condução desse tema extremamente importante. Sugiro inclusive que o CAU faça um movimento convocando a todos contra esse absurdo.

  5. Olá Adroaldo,

    Agradecemos seu comentário, ele contribui para aprimorar nossa comunicação e nosso trabalho em defesa da arquitetura e urbanismo.

  6. Parabéns Pela atitude e coragem ! Força nessa luta contra a mafia do que chamam de “ensino superior ” Que todos os conselhos de todas profissões se unam contra a destruição do ensino superior do brasil.

  7. Vladimir Melo de Souza

    Hoje em dia o estudante de arqutetura não sabe nem representar um projeto para que o mestre de obra possa interpretar na obra. Tudo é sketchup. Não sou contra, tbm uso. Mas nas planta de obra o projeto tem que ser claro.

  8. marizelia coregliano

    Gosto do EAD.
    Tem mais conteúdo e avaliações objetivas.
    Na minha avaliação, ser contrário ao EAD é posição elitista e reacionária.
    Experimentem e vão gostar.

  9. EAD é a prostituição do ensino superior onde trabalhos e avaliações são totalmente facilitadas. O CAU e o CREA tem sua responsabilidade sim, pois são cúmplices, deveriam negar os diplomas EAD ou pelo menos fazer uma prova de validação do mesmo. Uma das alternativas seria um abaixo assinado repudiando essa modalidade.

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