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Artigo: Educação na pandemia, por Lana Jubé

No dia 08 de maio, o jornal “O Popular”, do estado de Goiás, publicou o artigo da Conselheira Federal eleita pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/GO), Lana Jubé, sobre os desafios da educação durante o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

Leia abaixo o artigo na íntegra:

Muitos são os profissionais que atualmente se desdobram no “home office”, com todos os desafios que o processo implica. No caso dos professores e alunos, as atividades diárias de ensino e aprendizagem do momento são pontos de partida para reflexões acerca da complexa teia que define a sociedade contemporânea.

Antes de mais nada, é preciso ficar claro que o Ensino Presencial Virtual (EPV), adotado por grande parte das instituições de ensino superior, exige a presença do professor em tempo real e não pode ser confundido com o Ensino à Distância (EaD). O EaD é feito a partir de tutoriais, com aulas previamente gravadas. As tarefas e o trabalho dos monitores se dão sem a presença do professor.

Já o EPV acontece por meio de salas virtuais onde professores e alunos estão presentes – em ambientes reais distintos, mas ao mesmo tempo. Os professores, dessa forma, estão, como antes, obrigados a preparar material, expor o conteúdo, tirar dúvidas e fazer correções. O relativo sucesso do EPV também se deve ao fato de que o aluno, preso em sua casa, precisa desse suporte para se manter ativo. Assim, os educadores ultrapassam os limites de compartilhamento de conteúdo e assumem também o papel de dar apoio psicológico ou emocional aos jovens.

Por outro lado, é imprescindível considerar as limitações do ensino virtual. Quantos dos nossos alunos, da rede pública ou privada, têm acesso real às tecnologias que lhes permitam um desenvolvimento efetivo? Apenas uma parte. Quantos professores estão preparados para todas essas transformações? Nem todos. A era tecnológica será a salvadora que ditará as regras das nossas relações sociais e humanitárias? Certamente não.

Portanto, em que pese a relevância de os professores, mesmo que precariamente, terem se adequado a essa nova ordem, as questões fundamentais a serem discutidas continuam sendo o papel do professor e da escola. O professor deve ser entendido sempre como um educador, e não como um repassador de conteúdos. A escola e seu corpo docente devem atuar na construção da coletividade.

Assim, podemos afirmar que a educação é mais um desafio deste momento atípico. Tanto o EPV quanto o EaD podem, em casos especiais, serem ferramentas válidas. Mas como ensino letivo regular são excludentes. Uma robotização daquilo que temos de mais precioso, que é o contato humano, a transferência de saberes e experiências, na construção de valores humanitários.

 

Fonte: CAU/GO

 

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