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Tecnologia e engajamento nas cidades inteligentes

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Mississauga: cidade para pessoas. Festa em frente à Prefeitura Municipal. Foto: Divulgação

Mississauga poderia ser só mais uma cidade da região metropolitana e subúrbio de Toronto, maior cidade do Canadá, mas ela é muito mais do que abrigo para pessoas cansadas da vida urbana e cosmopolita. Mississauga tem cerca de 800 mil habitantes – população que dobra a cada duas décadas – e um forte centro comercial e industrial devido aos baixos impostos, abundância de terras com preço acessível e proximidade com rotas de transporte. É lá que está localizado o maior aeroporto do país, Aeroporto Internacional Lester B. Pearson.

A cidade tem como princípio a imigração e fez de seu aeroporto um ponto de partida para ajudar as pessoas a fazerem parte da comunidade. O que poderia ser um problema – a quantidade de imigrantes, idiomas, diferenças culturais e aumento da população – foi encarado como uma oportunidade de crescimento. “Tudo o que é adquirido pelo poder público precisa ter conectividade. Em todos os espaços públicos, praças e parques há Wi-Fi livre. Toda força de trabalho exige uma conexão. Cabo não funciona mais. É preciso ser móvel e tomar decisões em tempo real. Isso se reflete em oportunidades de emprego e acesso a serviços sociais em nossa cidade”, explica Shawn Slack, diretor de Tecnologia da Informação de Mississauga.

Slack esteve em Porto Alegre para um evento sobre Smart Cities, cidades inteligentes, na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e compartilhou experiências de gestão. Mississauga é a primeira cidade inteligente do país e uma das mais prósperas da região. Para ele, o segredo, e maior desafio, é promover o engajamento. “Tome como exemplo um pequeno problema da cidade. Forneça ferramentas para que as pessoas participem da solução desse problema. Você terá, além de participação, a melhor solução e o engajamento da população com as questões da cidade. Depois, avance. Amplie a escala. Você terá uma cidade inteligente”, exemplifica.

Absolute World (MAD Architects), condomínio residencial em Mississauga. Foto: Divulgação

Parece ficção científica, mas Mississauga conseguiu conectar todos os seus serviços públicos em uma rede invisível de comunicação. Como o investimento em tecnologia tem um custo, a cidade conta com parcerias público-privadas para construir e aterrar as redes de fibra que possibilitam essa conectividade, já que Wi-Fi não é artigo de luxo: é item obrigatório. Os benefícios podem ser observados principalmente no transporte coletivo. Os passageiros têm acesso em tempo real à localização das linhas, quando elas vão chegar na parada, o tempo previsto de deslocamento e se há alguma mudança de percurso na via. Os motoristas estão conectados com a central, o que facilita as operações de tráfego. A janela de tempo para detectar e solucionar um problema de trânsito na cidade é de até 10 minutos.

Entre os projetos que estão sendo implementados em Mississauga, está o primeiro campus universitário virtual do Canadá, onde os alunos têm livre acesso à internet sem fio para estudar e acessar as redes de suas instituições de ensino, e também o Distrito Wi-Fi, direcionado para empresas. “A internet livre já não tem mais custos para a prefeitura, pois compensa em geração e atração de empregos”, conta Slack.

Em Mississauga, a tecnologia é ferramenta para engajar as pessoas nas questões da cidade e promover o uso dos espaços públicos, integração social, educação, qualidade de vida. “Temos consciência de que todo investimento é feito para o futuro”, finaliza o diretor de TI. E o futuro começa a ser construído agora.

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