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Por que participar do Congresso Brasileiro de Arquitetos?

O CAU/RS destaca algumas palestras e atividades imperdíveis para os apaixonados por Arquitetura e Urbanismo, repensar a cidade e o fazer profissional.

redenção parque farroupilha

Parque Farroupilha (Redenção). Foto: PMPA

O Congresso Brasileiro de Arquitetos (CBA) volta a acontecer em Porto Alegre, capital gaúcha, depois de 50 anos. Com uma programação de quatro dias, o evento acontece de 09 a 12 de outubro em diferentes lugares do Centro Histórico da cidade.

Para quem não tem dúvidas de participar, as inscrições estão abertas no site oficial do evento: www.21cba.com.br. Para aqueles que ainda estão por fora da programação, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/RS) destacou algumas ações, palestras e atividades imperdíveis.

O tema do evento

O tema do 21º CBA é Espaço e Democracia. Assim, o Congresso promete fazer a capital dos gaúchos respirar Arquitetura e Urbanismo. A ideia é falar sobre espaço e democracia na prática, promovendo vivências nos espaços públicos, prédios históricos, praças e parques.

Alguns locais de realização das atividades: Casa de Cultura Mario Quintana, Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Memorial do Rio Grande do Sul, Centro Cultural CEEE Erico Veríssimo, Praça da Alfândega, Multipalco Theatro São Pedro, entre outros.

O 21º CBA convida arquitetos e urbanistas do Brasil a viver o lugar, saindo do “não-lugar” que Centros de Convenções e Eventos podem representar.

Palestra de abertura: Ermínia Maricato

Professora aposentada da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), Ermínia Maricato foi Secretária de Habitação e Desenvolvimento Urbano da cidade de São Paulo (1989-1992) e Secretária Executiva do Ministério das Cidades (2003- 2005). Fundou o Laboratório de Habitação e Assentamentos Humanos (LABHAB) da FAU-USP (1997), coordenou o Curso de Pós-Graduação da Faculdade e integrou o Conselho de Pesquisa da Universidade. Como ativista política foi escolhida para defender a proposta de Reforma Urbana de iniciativa popular junto à Assembleia Constituinte do Brasil (1988).

Em suas entrevistas, Ermínia Maricato fala sobre a influência do espaço construído na vida das pessoas. Uma delas trata da “Melancolia na desigualdade urbana” no programa Café Filosófico da TV Cultura. Clique aqui para assistir.

Equidade de gênero

Gênero também vai ser um tema debatido no Congresso. Mulheres são maioria entre arquitetos e urbanistas no Brasil e no mundo, mas isso não se reflete em posições políticas estratégicas, nem condiz com a quantidade de prêmios recebidos ou a representação dos escritórios onde atuam.

Para falar sobre a equidade de gênero na Arquitetura e Urbanismo, o CBA conta com a presença de representantes dos coletivos Arquitetas Invisíveis, Arquitetas Negras, Arquitetas sem Fronteiras, Mulher em Construção e da presidente do CAU/SC, Daniela Sarmento, nas Sessões Temáticas “Atuação profissional na perspectiva de gênero” e “Novas práticas de intervenções urbanas”.

Arquitetura social

A Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS), assunto que vem sendo tratado como prioridade no Rio Grande do Sul em seu Gabinete de ATHIS, será pauta em diversas Sessões Temáticas, com exemplos de práticas em centros urbanos e na América Latina. A Arquitetura Popular e a Arquitetura Indígena também ganham espaços específicos de discussão.

Exercício profissional

O fazer profissional é um dos focos do evento. Temas como “Projetos Sustentáveis”, “Arquitetura de Interiores”, com ILLA Arquitetura, “A importância dos Concursos Públicos de Arquitetura”, com Estúdio 41, e “O lugar do arquiteto no Mercado Imobiliário”, com Studio Prudêncio e Smart, são alguns exemplos de debates que os profissionais poderão acompanhar, além da apresentação dos projetos dos escritórios Arquitetura Nacional, MAPA e Andrade Morettin Arquitetos.

Novos rumos

Falar sobre o fazer profissional envolve repensar o papel do arquiteto e urbanista frente ao cenário de inovação. Algumas Sessões Temáticas serão dedicadas a debater este contexto, como “BIM” e “A Economia Circular na Nova Agenda Urbana: reflexões para o fazer profissional no mundo em transição”.

Patrimônio

Centro Cultural CEEE Erico Verissimo

Centro Cultural CEEE Erico Verissimo. Foto: PMPA

É possível desenvolver e ao mesmo tempo preservar? Debates sobre patrimônio ocorrerão ao longo de todo o evento nas Sessões Temáticas “Proteção ao Patrimônio Cultural”, “Memória e Patrimônio: ações institucionais”, “Programa Monumenta”, “Restauro de Prédios Históricos: PAC e UFRGS”, “Relações entre o histórico e o contemporâneo” e “Cultura e memória na Arquitetura Contemporânea”.

Haverá ainda uma Sessão especial dedicada à Briane Bicca, homenageada da 21ª edição do CBA. Participam do bate-papo Jurema Machado, Luiz Philippe Torelly e Luiz Antônio Bolcato Custódio.

Ensino e formação

O CAU/RS deliberou por não aceitar registros de egressos de cursos à distância em Arquitetura e Urbanismo. As empresas estão entrando na justiça contra a decisão do Conselho. O tema é pertinente e já está sendo trabalhado em outros estados e Conselhos Profissionais. Ensino será tema no CBA em pelo menos dois momentos: “EaD x ensino presencial” e “Ensino e mobilidade profissional”.

Arquitetura da cidade

O olhar voltado para a cidade não poderia ficar de fora. Por isso, estão previstas Sessões Temáticas com ênfase em “Mobilidade”, “Arquitetura e Segurança Pública” e “Espaço público e o desenho urbano democrático”.

Sessões Livres

Casa de Cultura Mario Quintana CCMQ

Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ). Foto: PMPA

Algumas palestras perpassam o fazer profissional e não estão inseridas nos temas específicos do 21º CBA. São as chamadas Sessões Livres. Destacamos algumas: “Equipamentos culturais”, com Isay Weinfeld, “O impacto e conflitos dos grandes projetos urbanos: Porto Maravilha, Estelita, Nova Luz e Minhocão”, com Denise Pinheiro Machado, Eduardo Nobre, Lucia Veras e Simone Scifoni, “A cidade está morrendo: viva a cidade”, com Carlos Vainer, e “Cidades e Direitos Humanos”, com Arquitetas Negras, Paula Santoro e Tainá de Paula.

Grandes debates

Serão dois Grandes Debates: “Direito à Cidade” e “Direito à Moradia”, com convidados mais do que especiais. Carlos Vainer e Rita Velloso falam sobre o direito à cidade e Cláudio Acioly Jr., Betânia Alfonsin, Bete França e Nabil Bonduki sobre o direito à moradia.

Apresentações artísticas

A formação do arquiteto e urbanista é múltipla e as preferências artísticas são parte importante do que constitui cada profissional. Ao todo, serão dez apresentações durante o evento.

  • Música: Orquestra Vila Lobos, espetáculo Paz e Amor; Adriana de Los Santos; Gil Jazz Trio; Alabê Oni; Inserções em Circuitos Ideológicos; Três Marias; e Trabalhos Espaciais Manuais.
  • Teatro e performance: “Os Dez Mandamentos da Capital”, com Povo da Rua Teatro de Grupo;Caliban”, com Terreira da Tribo; e “Kraft”, com Coletivo das Flor.

Feira de Arquitetura

Além de tudo isso, a Praça da Alfândega, coração da capital gaúcha, receberá a Feira de Arquitetura, espaço para receber empresas, instituições vinculadas à arquitetura e patrocinadores, e expor painéis de trabalhos e projetos de Arquitetura e Urbanismo.

Gostou? Baixe a programação completa para não perder nenhum detalhe e inscreva-se!

INSCRIÇÕES – 21º CBA

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Museu de Arte do Rio Grande do Sul MARGS

Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS). Foto: PMPA

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