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O direito à moradia e o protagonismo dos arquitetos e urbanistas

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O segundo grande debate do 21º CBA abordou a necessidade de os jovens profissionais atuarem como empreendedores sociais.

Foto: Marcos Pereira

“Temos que apostar no que sabemos fazer; temos que projetar territórios e não somente pensar territórios.” A arquiteta e urbanista Elisabete França compôs a mesa do segundo grande debate durante o 21º Congresso Brasileiro de Arquitetos. Ao citar os 100 milhões de brasileiros que não têm coleta de esgoto em casa, Bete elencou os inúmeros campos de atuação para arquitetos e urbanistas, em especial no que tange à habitação social em diferentes realidades. “Precisamos desativar o explosivo da violência urbana”, afirmou a diretora de Planejamento e Projetos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Ao abordar o direito à moradia, o segundo grande debate realizado durante o CBA dialogou com o tema apresentando na primeira noite: o direto à cidade.

Betânia Alfonsin, diretora-geral do Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU), apresentou indicadores ao falar sobre o conceito de “desdemocratização”, comparando as diferenças da legislação relacionada à regularização fundiária entre 2009 e 2017. “Precisamos nos mobilizar enquanto sociedade civil. O diálogo entre urbanistas e quem trabalha com Direito Urbanístico é fundamental. O cenário é bastante complicado mas acredito que podemos reverter coletivamente.”

Para Nabil Bonduki, professor da FAU-USP, é necessário recuperar o espaço que as cidades “perderam” nas políticas urbanas. “Os arquitetos precisam retomar esse protagonismo e ocupar o espaço do município, para que as cidades sejam, de fato, transformadas. Não mudaremos a área da habitação se ficarmos só na parte técnica; temos que fazer frente aos retrocessos que nos são apresentados”, afirmou, ao apontar a falta de profissionais que representem a categoria das Câmaras de Vereadores.

Recado aos jovens estudantes

Antes de encerrar o debate, Bete França deixou um “convite-recado” ao público presente, formado em maioria por estudantes de Arquitetura e Urbanismo: “sejam empreendedores sociais; procurem soluções e não esperem os recursos do governo”, provocou, ao destacar que 85% da população brasileira está “à espera de vocês para trazer soluções”.

Homenagem

O presidente do IAB da Paraíba (IAB PB), Pedro Rossi, foi o mediador do debate e relembrou mulheres negras protagonistas na luta pelo direito à moradia em suas comunidades. Ao erguer a bandeira nacional, Rossi falou em memória aos 576 dias do assassinato de Marielle Franco.

 

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