Home » Eventos, Notícias, Notícias CAU/RS » Galeria Espaço IAB recebe exposições em Porto Alegre

Galeria Espaço IAB recebe exposições em Porto Alegre

O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB RS) convida para quatro exposições selecionadas em edital, que integram o primeiro Ciclo de Artes Visuais da Galeria Espaço IAB em 2018. A visitação é gratuita e permanece até o dia 15 de junho, das 13h30 às 18h, de segunda a sexta-feira.

Anota aí!

  • Dia: até 15/06/2018
  • Horário: das 13h30 às 18h, de segunda a sexta-feira
  • Local: IAB RS (Rua General Canabarro, 363 – Centro Histórico – Porto Alegre/RS)

SALA NEGRA

MAL PASSADO – Diane Sbardelotto

Mal passado busca produzir uma sutura visual e conceitual de pano-palavra-carne por máquinas com participação de mão humana: de costurar, de escrever, de moer. Panos que já não servem para moldes de roupas, roupas moldadas-cedidas aos corpos, corpos que não cabem em nomes, formam uma trama têxtil, textual, carnal, em uma exposição. O tecido é matéria dobrável não inspecionada, trabalhada nas agulhas, nas teclas, nas lâminas, dias a fio, entre fios, a perder o fio, na infinidade de cortes. Etimologicamente, texto quer dizer tecido. Uma palavra pode dizer carne. Mas o que pode o verbo encarnado? O texto incorporado? Antes que a fala seja carneada o sugo da língua mancha a roupa. Em pouco tempo, o mal passado quase queima. O não passado desengoma, franze a testa. O futuro ficou tão velho, que voltou, vincado, remoído. O tempo é verbal, mas nem sempre indica ação. A palavra tira sangue. A gente não tira mais a roupa. Alguma coisa mal passou e já continua: quase viva, quase morta, quase crua.

NA SALA ANEXA

PEQUENO BRONZE DA AEERGS

Vasco Prado, Xico Stockinger, Guma, André Azambuja, André Venzon, Ana Homrich, Arminda Lopes, Bruno Segalla Filho, Caé Braga, Che Kalika, Cláudia Piccinini, Débora Irion, George Pinto, Helio Fróes, Henrique Radomsky, Jamil Fraga, Lucas Strey, Marcos Strey, Mario Cladera, Mariza Fischer, Márcia Bianchini, Neca Lahm, Paulo Amaral, Paulo Corrêa, Sobral, Sônia Seibel, Soraya Girotto e Ubiratan Fernandes.

A palavra bronze vem do persa biring (cobre), com origem que se refere às ligas de cobre e estanho. Em bronze foram feitas as primeiras ferramentas metálicas inventadas pela humanidade, sendo depois também usado na produção de objetos utilitários e obras de arte. Trata-se de material que, quando polido, chega a uma tonalidade amarelo-ouro, e ao envelhecer se transforma em um verde escuro característico. Sua popularidade nas artes visuais atravessa gerações em função de ser bastante durável, e essa permanência se deve à grande resistência mecânica e à baixa corrosão atmosférica da liga. O encanto dos escultores com o bronze é muito antigo, com motivação provavelmente oriunda da celeridade da fundição e o consequente retorno visual imediato ao se ter a obra pronta logo que resfriada. Também vale destacar as variadas possibilidades de acabamento que o material permite, mediante desbaste, polimento e aplicação de pátinas que propiciam diversas aparências ao objeto final. A exposição PEQUENO BRONZE é realizada anualmente nesse contexto, e tem por objetivo visibilizar a produção contemporânea de artistas que desenvolvem obras fundidas em bronze no Rio Grande do Sul. Para essa edição na Galeria Espaço IAB, a AEERGS reuniu 28 obras de escultores com atuação no cenário gaúcho que realizaram trabalhos em bronze, buscando assim demonstrar a diversidade dessa produção, bem como estimular as novas gerações a desenvolverem distintos olhares sobre a fundição e suas possibilidades.

NA SALA DO ARCO

COTIDIANO REVISITADO – Letícia Durlo e Carolina Arreguy

Imaginar a cidade requer, em primeira instância, percebê-la tal qual se apresenta, para, num segundo momento recriá-la conforme a imaginação que cada um permitir. Assim, o imaginário urbano trata-se de registros vividos, experiências urbanas, de vivências distintas sobre um mesmo espaço. Quantas vezes percorremos um caminho sem percebê-lo de fato? Quantas vezes o cotidiano é automatizado e, por isso, banalizado? É possível revisitar um espaço como se fosse a primeira vez? Com o objetivo de evidenciar que o processo de perceber vai além de olhar e/ou ver, mas sim – de maneira lenta – assimilar e conscientizar-se do espaço como extensão de si, a exposição busca instigar e aguçar – através da fotografia e colagem – o olhar do observador para o espaço citadino, revelando algumas sutilezas que, sob diferentes perspectivas, mostram-se como num jogo dos sete erros urbano.

NA ÁREA EXTERNA

TORSO DE JOVEM – Jamil Fraga

Jamil Fraga é escultor e fundidor. Trabalhou e estudou com Vasco Prado e Zoravia Bettiol. Seu trabalho ganhou destaque ainda na década de 1980, realizando exposições individuais e participando de mostras coletivas em outros estados e no exterior. Ao longo da trajetória, participou e venceu diversos concursos de artes visuais. Atualmente tem como foco de atuação a produção de obras de arte de grande porte para espaços públicos, mantendo atelier na zona sul de Porto Alegre. Na Galeria Espaço IAB, Jamil apresenta obra que dialoga com o antigo Solar do Conde de Porto Alegre, em sintonia com o ambiente construído e fazendo referência à Lei das Obras de Arte em Edificios – Lei 10036/06.

  • Pin It


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.
Campos marcados com * são obrigatórios.

*