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Como arquitetar negócios valoriza a profissão

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Giovana Dario Sbaraini, coordenadora da Comissão de Exercício Profissional do CAU/MS. Foto: CAU/RS

O Seminário de Empreendedorismo e Novas Tecnologias em Arquitetura e Urbanismo, realizado dia 04 de julho em Porto Alegre, reuniu profissionais de todo o país. Não foram apenas palestrantes de fora, mas também público interessado em se capacitar e voltar para as suas cidades com experiências compartilhadas para aplicar na realidade local.

Entre os projetos apresentados estiveram o Programa Vivenda, de São Paulo (SP), de projeto e execução em Habitação Social, e Inova Urbis, do Rio de Janeiro (RJ), de desenvolvimento de projetos arquitetônicos para famílias de baixa renda. Karla Moroso, arquiteta e urbanista de Porto Alegre, realizou a palestra de abertura e argumentou como o Brasil pode ser encarado como um cenário de oportunidades para os profissionais de Arquitetura e Urbanismo, não apenas palas dimensões territoriais, mas também pelas altas demandas de habitação e moradia de qualidade.

Giovana Dario Sbaraini, coordenadora da Comissão de Exercício Profissional do CAU/MS, encerrou o evento com uma palestra ampla sobre Empreendedorismo na Arquitetura e Urbanismo no Brasil. Ela destacou a importância de os profissionais assumirem uma nova postura frente ao mercado de trabalho, principalmente após a criação do Conselho de Fiscalização Profissional próprio, o CAU, e como esse processo influencia em toda a sociedade, partindo do arquiteto e urbanista para o cliente e atingindo um espectro muito maior de reconhecimento pelo trabalho, independente da área da atuação. Confira a entrevista com a conselheira do CAU/MS realizada após o evento em Porto Alegre.

CAU/RS: Por que ainda precisamos falar sobre empreendedorismo em Arquitetura e Urbanismo?

Os arquitetos e urbanistas estiveram muito tempo vinculados a um Conselho de Fiscalização Profissional multidisciplinar, fazendo com que nossas atribuições fossem confundidas. Hoje temos o CAU, que valoriza nossas atividades, áreas de atuação que nos competem por formação acadêmica e responsabilidade social.

CAU/RS: Quais os caminhos que ainda podemos trilhar neste sentido? O que existe de oportunidades?

Mais de 200 atividades podem ser desenvolvidas por arquitetos e urbanistas, todas para servir à sociedade. Nosso campo de atuação é imenso, visto que moramos em um país continental. Olhar para nossa realidade de mercado, com propostas criativas e inovadoras, é fundamental.

CAU/RS: O que é preciso para empreender?

Um conjunto de fatores. Inicialmente, vontade. Depois, conhecer suas capacidades, contexto, entorno e área que pretende atuar. Estar sempre se atualizando e procurando novas tecnologias e parcerias para antever situações e propor soluções também é importante.

CAU/RS: Como percebes este tema entre os arquitetos e urbanistas Brasil afora?

Estivemos muito tempo longe dos debates das produções arquitetônicas e urbanísticas do Brasil. Com o advento do CAU, muitos arquitetos e urbanistas começaram a buscar o valor da profissão no mercado de trabalho e na sociedade como um todo, inclusive na política pública. Ainda é um movimento lento, mas a cada dia mais profissionais entendem a importância desse serviço e propagam esses valores há tempos esquecidos.

CAU/RS: Podes citar bons exemplos?

A cada reunião que fazíamos na capital ou interior do Mato Grosso do Sul, os profissionais saíam mais confiantes para iniciar uma nova fase de contato com os clientes e a sociedade. Começaram a utilizar ferramentas como contrato e tabela referencial de honorários, a assumir uma nova postura de negociação, a integrar o quadro técnico de prefeituras. Expandiram negócios e construtoras.

CAU/RS: Como avalias o Seminário de Empreendedorismo e Novas Tecnologias em Arquitetura e Urbanismo realizado em Porto Alegre?

Vejo como uma grande oportunidade para valorizar nossa profissão, trocando experiências e enriquecendo nossa rede de contatos. Gostaria que este evento se replicasse em várias cidades do país. É muito importante que este tipo de iniciativa aconteça. O Brasil tem diferentes realidades geográficas, sociais e econômicas. Precisamos entender nossa realidade para avançar.

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