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CAU Mais Perto chega a Canguçu e Camaquã

Assim como tantos outros municípios gaúchos, Canguçu e Camaquã surgiram a partir do aumento populacional causado pela chegada de imigrantes europeus. Ambas têm uma população de cerca de 60 mil habitantes. Canguçu, conhecida como a capital nacional da agricultura familiar, é a cidade do Brasil com maior número de minifúndios – pequenas propriedades de terras. O município tem mais de 60% da população vivendo em meio rural, e produz em diversos setores: tabaco, frutas e hortaliças, soja, milho, feijão, batata, bovinos e ovinos.

Camaquã, por sua vez, é uma cidade cortada pela BR 116, e cada lado da estrada apresenta uma característica diferente. De um lado, a região da várzea concentra as maiores propriedades, com foco na pecuária e no plantio de soja e arroz; de outro, a região da serra, onde as menores propriedades se dedicam à cultura da soja, milho, feijão, fumo e mandioca.

É nestas cidades que a equipe do CAU Mais Perto, programa do CAU/RS de atendimento aos arquitetos e urbanistas e escritórios no interior do estado, estará nesta semana. Confira abaixo o serviço:

Canguçu

  • Data: 29/03/2017, quarta-feira
  • Horário: das 10h às 14h30
  • Local: Câmara Municipal de Canguçu (Rua General Osório, 979)

Camaquã

  • Data: 30/03/2017, quinta-feira
  • Horário: das 10h às 12h e das 13h às 17h
  • Local: Câmara de Vereadores de Camaquã (Rua João Oliveira, 147)
A coleta biométrica para emissão de carteira só será realizada em profissionais graduados mediante registro no SICCAU, com apresentação do Diploma de Conclusão do Curso de Graduação em Arquitetura e Urbanismo.

Sobre as cidades

Carolina Ferrão é arquiteta e urbanista em Camaquã. De acordo com ela, a história da cidade foi marcada pelos grandes nomes da Revolução Farroupilha, como o General Zeca Netto, que construiu sua morada na cidade. “O Forte Zeca Netto, que hoje é ponto turístico tombado pelo Patrimônio Público Cultural do estado, tem estilo eclético com elementos neoclássicos. Localizadas na mesma região, encontram-se hoje em dia outras construções no mesmo estilo, como o Cine Teatro Coliseu, a Igreja Matriz São João Batista e o Prédio da Câmara de Vereadores”, explica Carolina. Além destes pontos, a cidade também carrega homenagens ao escritor e músico folclorista Barbosa Lessa, como a biblioteca “Rio Grande do Sul – Pedaço do Mundo”, acervo particular do escritor, e a Fundação Barbosa Lessa.

O setor da construção e a valorização do trabalho do arquiteto vêm crescendo na cidade. “Me parece que há uma tendência de crescimento no número de profissionais atuando no interior, o que eu acho ótimo, porque ajuda a quebrar barreiras fazendo com que a sociedade visualize que o serviço do arquiteto não é cobrado pelo preço, mas também pelo valor agregado de sua visão na melhora da qualidade de vida das pessoas”, afirma a arquiteta.

Em relação ao urbanismo do município, entretanto, ela sente falta de que algumas ideias saiam das rodas de conversa e sejam feitas na prática. “Há um arroio que corta a cidade, Arroio Duro, que poderia ser melhor explorado com a criação de um parque de lazer em toda a sua orla e ainda a execução de ciclovias que atravessem toda a cidade, incentivando a pratica de esportes”, ressalta.

Já em Canguçu, segundo o arquiteto e urbanista da região, Miguel Tarouco, há poucos prédios preservados para contar a história da cidade, em função da falta de políticas de patrimônio histórico no município. Entretanto, o profissional acredita que o arquiteto tem cada vez mais espaço de trabalho. “As pessoas acabam trocando o hábito arraigado de construir sem qualidade por edificações mais bem resolvidas, agregando importantes preceitos da arquitetura, como boa distribuição dos ambientes, qualidade estética e tecnologia construtiva”, afirma Miguel.

Nos últimos anos, há uma movimentação para criar novos espaços com propostas arquitetônicas elaboradas para visitação de turistas e da própria população. Um exemplo disso é a construção do Parque Turístico Nossa Senhora da Conceição, inaugurado em 2010, com projeto da arquiteta e urbanista Alice Parode. “Nossa topografia acidentada impõe uma postura diferente nos projetos, pois encontrar um terreno plano é muito difícil. O mirante do parque, no topo do morro, foi uma forma de usar esta característica a nosso favor”, destaca a arquiteta.

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