Home » Notícias » Destaques, Notícias, Notícias CAU/RS » Árvores na cidade: do escape à conexão com o espaço urbano

Árvores na cidade: do escape à conexão com o espaço urbano

O cotidiano na cidade pode ser desgastante. Concreto, asfalto, trânsito, burocracias. Fugir para o campo, a serra ou a praia é um recurso valioso, mas nem sempre possível. Ter um contato mais próximo e frequente com a natureza pode reduzir níveis de estresse, pressão sanguínea e infecções. A relação está ligada ao conceito de biofilia, pesquisado em instituições de países como Reino Unido, Holanda e Japão, e que explica a predisposição humana a amar o que é vivo e natural, em vez dos objetos.

De fato, a maior parte da evolução humana se deu junto à natureza. Olhar pela janela e ver árvores junto à paisagem tipicamente urbana é um alívio. A arborização na cidade causa uma sensação de bem-estar, embeleza as ruas e os benefícios só começam por aí. O biólogo, professor do Departamento de Botânica da UFRGS e especialista em políticas públicas em biodiversidade, Paulo Brack, falou ao CAU/RS sobre a importância das árvores no dia-a-dia da cidade. Assista:


Paulo Brack abordou, ainda, a questão do plantio de árvores nativas em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul. Ele aponta que há atualmente 68 espécies ameaçadas de extinção presentes em Porto Alegre e ressalta a importância da presença destas plantas em parques e praças, para estabelecer uma relação entre a população e a flora nativa, fortalecer a biodiversidade local e chamar a atenção para este problema.

O desconhecimento sobre as espécies nativas levou, algumas vezes, ao plantio de árvores com tamanhos incompatíveis aos canteiros de calçada, por exemplo. Plantas como a Canafístula, por possuírem raízes muito grandes, acabaram danificando a pavimentação das ruas da cidade. O biólogo aponta espécies de pequeno e médio porte como alternativas mais interessantes para o plantio nesses locais.

  • Pin It


5 Responses to Árvores na cidade: do escape à conexão com o espaço urbano

  1. WALTER GUSTAVO LINZMAYER

    Ótima matéria! Parabéns ao CAU RS. Chamado a atenção ao CAU, pois na resolução#21 do CAUBR não há uns atividade para o PLANO DE ARBORIZAÇÃO URBANA, o que considero muito importante termos cimo atribuição/atividade específica, ainda mais face à atividade de Arquitetura paisagística possuir sombreamento com os agrônomos/ biólogos/ florestais…
    Sds

  2. As árvore são saúde para as cidades e seres humanos.

  3. Ótima matéria! Acontece em todas as regiões, a cultura de plantio sem consulta de um especialista é antiga.
    As próprias chacaras muitas vezes não tem um profissional com conhecimento para auxiliar!
    Outro grande problema é encontrar nativas para compra.
    Em várias situações elaborarei projetos totalmente nativos e na implantação praticamente impossível.
    A,justificativa é que não nem procura …
    Precisamos insistir em fazer plantio de nativas.

  4. Niterói e São Gonçalo estão com os mesmos problemas; belíssima matéria!

  5. Ana Mello/ Niterói RJ.

    A matéria é interessante, porém nossa legislação já previne este tipo de situação. Em Niterói e São Gonçalo, existe a compensação ambiental, onde o responsável pela construção é obrigado a entregar um nº de mudas de árvores proporcionais a quantidade de metros quadrados construído. Em São Gonçalo por exemplo a prefeitura exigia mudas de ipês com 1.20m cada, a ser entregues ao horto municipal. Muitas delas foram plantadas, em Niterói foram ipês amarelos. A grande questão das árvores é sua inadequação ao local plantado. Principalmente no que diz respeito a fiação elétrica, e tubulações embutidas, pois as raízes são proporcionais as copas. Não se pode ignorar o estrago que a queda de uma árvore ocasiona após as tempestades. Com certeza,não dá apenas para sair plantando árvores, é preciso escolher qual, como, onde e como mante-las. Por uma questão de segurança. Repensar as cidades é uma tarefa para todo arquiteto, mas é preciso de um debate mais amplo com toda sociedade.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.
Campos marcados com * são obrigatórios.

*