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A mobilidade sustentável e o uso de patinetes

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A mobilidade e acessibilidade urbana, dentro de um contexto de sustentabilidade, são temas que ganharam relevância nas cidades brasileiras e no mundo todo.

Por Emílio Merino, conselheiro do CAU/RS

A mobilidade e acessibilidade urbana, dentro de um contexto de sustentabilidade, são temas que ganharam relevância nas cidades brasileiras e no mundo todo. Além do uso de meios de transporte amigáveis ao meio ambiente, a mobilidade sustentável significa profundas mudanças comportamentais da população em relação aos usos do transporte motorizado e não-motorizado.

Segundo a Associação Nacional de Transportes Urbanos (NTU) e o Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR), cerca de 50% de municípios brasileiros não elaboraram seus planos de mobilidade nos quais poderiam ser implementadas as diretrizes da Lei da Mobilidade Urbana nº 12.587/12.

Com o advento de uma nova era de inovação, nossas cidades se veem invadidas por uma tendência mundial de novos veículos de transporte, como patinetes e bicicletas elétricas. Assim aparece o conceito da “micromobilidade urbana”, que serve para deslocamentos de curta distância.

As diretrizes da mobilidade urbana sustentável se veriam potencializadas com a implementação de redes de transporte integradas e multimodais. Assim, a micromobilidade ocupa uma parte importante nesta cadeia e contribui para que os usuários de transporte tenham mais alternativas em seus deslocamentos.

O boom deste novo jeito de se deslocar pela cidade ocasionou um incremento do número de veículos circulando por pistas de rolamento, calçadas de pedestres e ciclovias, ocasionando conflitos entre os diversos modos de transporte que compartilham a infraestrutura viária. Isso obrigou gestores públicos a estabelecer a necessária regulamentação para que o serviço prestado seja ofertado com as devidas prestações de segurança, conforto e eficiência.

A pergunta que os gestores públicos se fazem, com respeito aos patinetes, é se eles vieram para substituir de vez os carros e, assim, diminuir os congestionamentos. Em teoria sim, os patinetes cobririam os deslocamentos de curta distância realizados pelos carros, contribuindo com as diretrizes da mobilidade urbana sustentável. No caso de Porto Alegre, constata-se o contrário: aumentaram os conflitos entre os modais de transporte, não permitindo deslocamentos seguros e eficientes.

Por outro lado, percebe-se que os patinetes vêm substituindo viagens que antes eram de bike e, principalmente, os realizados a pé, o qual não seria o desejável numa mobilidade urbana sustentável. A diminuição do percentual das viagens a pé e bikes em curtas distâncias e o incremento das viagens por patinetes é o novo paradoxo urbano a ser resolvido pelas atuais administrações municipais.

 

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