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21º CBA: evento trouxe reflexões fundamentais para o pensar e fazer Arquitetura e Urbanismo hoje

Segunda edição da Caminhada da Perda, promovida pelo CAU/RS, ocorreu durante o CBA. Foto: Divulgação

Direito às cidades, à moradia, ética, segurança pública, cultura e memória, gênero. Esses são alguns dos temas que compuseram a rica e diversa programação do 21º Congresso Brasileiro de Arquitetos.

Promovido pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB RS) e correalizado pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/RS) e pelo CAU/BR, o 21º CBA aconteceu entre os dias 9 e 12 de outubro, recebendo cerca de 2,5 mil pessoas.

Evento preparatório do UIA 2020 Rio, o Congresso teve como tema “Espaço e Democracia” e homenageou a arquiteta e urbanista Briane Bicca (in memoriam), reconhecida nacionalmente pelo seu trabalho em nome da preservação do patrimônio histórico e por zelar pela qualidade dos espaços públicos.

Para falar sobre espaço e democracia na prática, promovendo vivências nos espaços públicos, prédios históricos, praças e parques, o evento foi realizado em diferentes locais de Porto Alegre. Entre eles, a Casa de Cultura Mario Quintana, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul, o Memorial do Rio Grande do Sul, o Centro Cultural CEEE Erico Veríssimo, a Praça da Alfândega e o Multipalco Theatro São Pedro.

Homenagens, política e história

No dia 09/10, a abertura oficial do 21º CBA foi, sobretudo, marcada por uma mistura de emoções. As músicas apresentadas pela Orquestra Villa Lobos, projeto social que há 25 anos ensina música a jovens da periferia de Porto Alegre, abriram com delicadeza uma noite marcada por posições firmes e apelos urgentes. Além disso, foram realizadas duas homenagens extremamente significativas para a Arquitetura e Urbanismo. A primeira foi a entrega do Colar de Ouro do IAB a Clóvis Ilgenfritz da Silva, recebida pelo filho e presidente do CAU/RS, Tiago Holzmann da Silva, acompanhado dos irmãos Camilo e Letícia; e a homenagem à Briane Bicca, na ocasião representada pelo marido, Paulo, e os filhos Sofia e Diogo.

Ermínia Maricato foi responsável pela marcante palestra de abertura, resgatando a história do Brasil para apresentar de que forma os quase 400 anos de escravidão e os mais de 300 anos de colonialismo têm impacto na abismal desigualdade ainda vivida entre os brasileiros.

Grandes debates, sessões temáticas e muita cultura

De quinta a sábado, o CBA propôs a reflexão sobre os mais diversos campos de atuação da Arquitetura e Urbanismo por meio de diferentes formatos: bate-papo, grandes debates, sessões temáticas, oficinas e apresentações de projetos acadêmicos abordaram os universos do planejamento urbano, patrimônio histórico, arquitetura de interiores, políticas públicas, ATHIS, EAD, para citar alguns. Isay Weinfield, Claudio Acioly Jr., Carlos Vainer, Rita Velloso, Betânia Alfonsin, Nabil Bonduk, Bete França, Tainá de Paula, Thiago Andrade, Jorge Jauregui, Gisela Mendez, Viviana Tobon Jaramillo, são alguns dos nomes ouvidos pelas cerca de 2,5 mil pessoas, entre profissionais formados e estudantes, que passaram pelo evento.

A programação cultural também foi um ponto forte do CBA, que trouxe shows musicais, peças de teatro e outras intervenções totalmente gratuitas, podendo ser conferidas diariamente na Praça da Alfândega. No dia do encerramento, o presidente do UIA2020RIO Sérgio Magalhães apresentou o evento internacional que ocorrerá em julho do ano que vem. Além disso, houve uma comovente salva de palmas em homenagem a duas grandes perdas da profissão em 2019: Moacyr Moojen Marques e Demetre Basile Anastassakis, o Grego.

A programação foi encerrada com chave de ouro com diversos shows musicais na Praça da Alfândega. Confira alguns registros desse evento único!

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